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  • Camille Nicola

Adaptações dos espaços de trabalho pós Covid19

Atualizado: 15 de jul. de 2020

Você já se perguntou como ficarão os espaços de trabalho pós pandemia? Como poderemos voltar a usá-los com segurança?

Essa crise sanitária, que se espalhou por todo o mundo, tem levado diversos arquitetos, sanitaristas e empresas a buscarem soluções para garantir a segurança dos funcionários no retorno gradativo aos escritórios.

O escritório de arquitetura Perkins & Will publicou um guia, baseado nas recomendações das agências sanitárias, de adaptações dos locais de trabalho para que as pessoas possam voltar para as suas empresas de forma gradual e segura. A principal prioridade, segundo eles, passa a ser o bem-estar e saúde das pessoas. Para isso a análise dos riscos e ações mitigatórias deve ser completa, incluindo desde o trajeto de casa para o trabalho, até a chegada no edifício e a circulação vertical, uso das estações de trabalho, das áreas comuns, circulação e banheiros.. Abaixo listamos os principais itens:

  • Diminuir a capacidade máxima de pessoas nos elevadores, respeitando o afastamento mínimo de 2 metros, e dar preferência ao uso de escada, quando possível;

  • Definir a quantidade máxima de pessoas em cada espaço, respeitando o afastamento mínimo de 2 metros entre cada ocupante, e na entrada das salas identificar a capacidade permitida e distanciamento mínimo necessário;

  • Para os ajustes de layout deverá ser levado em conta que as estações de trabalho deverão estar a no mínimo 2 metros umas das outras. Um círculo de 2 metros de diâmetro desenhado em cada estação auxilia na definição do novo layout, sinalizando espaço mínimo necessário entre elas. Para dar mais segurança aos usuários, recomenda-se a instalação de barreira física entre as estações de trabalho;

  • Todos os materiais usados nas paredes, piso e mobiliário deverão ser pouco porosos e de fácil higienização, como pedras pouco porosas, porcelanatos, fórmicas, tecidos sintéticos. Os carpetes deverão ser evitados, assim como madeira natural e tecidos de difícil higienização;

  • Os escritórios deverão ter sistema de filtragem e renovação do ar e a qualidade deste deverá ser constantemente monitorada. Sempre que possível deve-se optar por ventilação natural;

  • Para a limpeza mais profunda poderá ser usado raios ultravioletas.

imagem site Perkins & Will


Na imagem acima os círculos com diâmetros 2 metros estão desenhados com o centro na posição do usuário. Em verde estão as estações que poderão permanecer e em vermelho as que deverão ficar vazias, para garantir o afastamento mínimo de segurança. Na imagem abaixo o mesmo estudo foi feito para as áreas comuns seguindo a mesma lógica: em verde são as posições permitidas e em vermelho as posições que deverão permanecer vazia

imagem site Perkins & Will



A Cushman & Wakefield criou o projeto chamado de “6 feet Office” que também apresenta sua estratégia de retomada do trabalho presencial nos escritórios, tendo a mesma premissa de afastamento mínimo de 2 metros durante todas as atividades na empresa: nas áreas de circulação, quando estiver na estação de trabalho, ou no uso das áreas comuns. Eles reforçam a importância da programação visual por todo o escritório para auxiliar o comportamento seguro dos usuários: indicar o caminho de circulação de pessoas, através de setas no chão; para ajudar no afastamento nas estações de trabalho sugere que seja desenhado círculos no chão indicando a distância que colegas devem estar uns dos outros; a posição dentro dos elevadores deve ser sinalizada no piso, etc. Como ações cotidianas eles recomendam que os funcionários esvaziem diariamente sua mesa, para que possa ser higienizada corretamente. É fundamental que todos estejam cientes da importância de seguir essas regras para proteger a si e ao próximo. “Acreditamos que um local de trabalho seguro e saudável está no centro do que vem a seguir nos negócios.” Jeroen Lokerse Diretor Administrativo na Holanda.

imagem site Cushman & Wakefield



Já na área de tecnologia a empresa PricewaterhouseCoopers desenvolveu um aplicativo que analisa o distanciamento entre as pessoas e alerta quando duas pessoas se aproximaram sem respeitar o limite de segurança.

Outras ferramentas que poderão ser implementadas: a instalação de scaner térmico que mede a temperatura dos funcionários; instalação de acionamento das luzes e abertura das portas por sensor de presença; válvulas de descarga e pias com acionamento automático; automação, por celular ou comando de voz, para acionar equipamentos, ar condicionado e iluminação.

Para a We Work, uma das maiores empresas de Coworking do mundo, apesar de distanciamento físico agora fazer parte do novo normal, colaboração e conexão humana passam a ser mais importantes do que nunca. O ajuste dos espaços e serviços para garantir o bem estar e a saúde dos usuários e o aprimoramento da rotina de sanitização das áreas comuns e circulação são ações imediatas que estão sendo tomadas. A equipe de engenharia está empenhada em aprimorar o monitoramento e a qualidade do ar, garantindo o fornecimento de ar fresco e limpo e a filtragem será monitorada de perto. Comunicação e sinalização são fundamentais, para que todos estejam cientes de como devem se portar no ambiente corporativo, porque para que se tenha sucesso nas medidas é fundamental que todos conheçam e obedeçam às novas regras de segurança.

imagem site We Work



Como vimos, a preocupação com bem-estar e saúde dos usuários passou a ser a premissa básica no direcionamento das adequações necessárias para retorno ao ambiente de trabalho com segurança. Nesse contexto de “novo normal", o projeto arquitetônico é peça chave para otimizar espaços garantindo funcionalidade e segurança, buscando soluções que assegurem o afastamento mínimo necessário, levando em conta a qualidade, eficiência e otimização de recursos.


E a sua empresa, como está se preparando para o retorno?

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